terça-feira, 22 de agosto de 2017

Diga não à Universidade Mínima - Associações Docentes Estaduais em Luta!


No dia 21 de Agosto representantes das diretorias e base da Asduerj, Aduezo, Aduenf e ADESFAETEC (seções sindicais do Andes-Sindicato Nacional) reuniram-se em plenária na Uerj Maracanã para decidir sobre os próximos passos da luta em defesa do ensino público, gratuito de de excelência.
Nos dias 08 e 11 de agosto, servidores, estudantes e sociedade intensificaram os atos de mobilização contra o desmonte do ensino público no Rio de Janeiro. Entre as exigências, o pagamento dos salários atrasados e o 13º de 2016. No dia 10 de agosto o banco Bradesco renovou o contrato da administração da folha de pagamento dos servidores. O que pode parecer um alívio, ao permitir o acerto de 3 meses de salários atrasados, é na verdade mais uma das ações desastrosas deste governo. Sem calendário de pagamentos e sem décimo terceiro (2016 e primeira parcela de 2017) o servidor ainda tem de ouvir do secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, que não há previsão para pagamento de agosto. A verdade que deve ser dita é que não há qualquer previsão de pagamento dos próximos meses. Além disto, as Universidades e FAETEC não têm as condições mínimas para retomar as aulas e a pressão para a adoção de um possível cotidiano de normalidade só deteriora as relações de trabalho e as possibilidades de realização de nossas tarefas de ensino, pesquisa, extensão.
Lutamos em unidade por compreender que os ataques visam o desmonte de nossas instituições de Ensino. E por compreender que nossos direitos não são negociáveis. Como servidores, exigimos um calendário orientado pela isonomia entre as categorias do funcionalismo. E dizemos não ao projeto de Estado Mínimo, em que investimentos na Saúde e Educação são vistos como “gastos” a serem cortados, e que tem como consequência o surgimento de uma Universidade Mínima, sem investimentos, sem custeio, sem plano de carreira, sem assistência estudantil e que busca ser financiada pela iniciativa privada ou com a cobrança de mensalidades, Por um ensino 100% gratuito, inclusivo e de qualidade.
Mais uma vez, e sempre que necessário, os docentes em luta do ensino superior estadual do Rio de Janeiro convocam todas e todos os defensores da Educação Pública a juntarem-se a nós na Defesa das Universidades Estaduais e da FAETEC!
DIA 23/08 - DIA DE ATOS UNIFICADOS NOS DIVERSOS CAMPI DAS IES: Maracanã, Campos, Campo Grande, São Gonçalo e Caxias
AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS RESISTEM E REAGEM
UERJ UEZO UENF FAETEC FICAM
PEZÃO E TEMER SAEM

Comando de Greve da ADUENF lança nota sobre continuidade da greve



Porque devemos continuar em greve

O recente pagamento de parte dos salários devidos tem trazido, para alguns, a percepção de que já não há mais razão para a greve. Nada mais equivocado.

Além de o décimo-terceiro salário ainda não ter sido quitado e permanecer a falta de previsibilidade quanto ao pagamento dos salários futuros, há ainda uma grande ameaça a ser combatida: a precarização do funcionamento da universidade e a deterioração das condições de trabalho.

A “resistência passiva” adotada desde outubro de 2015 mostrou-se um método não apenas ineficaz, mas que também tem contribuído para o agravamento da situação. A insistência na permanência das atividades normais “a qualquer custo” tem significado condições de trabalho cada vez mais deterioradas para docentes e servidores técnicos enquanto as dívidas com prestadores de serviços se acumulam diante da falta de repasses de custeio pelo governo Pezão.

Nossos laboratórios têm funcionado sem os insumos necessários e sem a manutenção regular de suas instalações, colocando em risco pesquisas de longo prazo e de grande relevância social. A falta de vigilância adequada no campus também tem ameaçado o patrimônio da Universidade e a segurança pessoal da comunidade acadêmica.Além disso, com os sucessivos cortes de recursos por parte da FAPERJ, CNPq e CAPES, bem como a falta de liberação do pagamento dos projetos aprovados por essas agências, as soluções paliativas encontradas pelos docentes têm chegado ao seu limite.

Os riscos e prejuízos não param por aí. Assim como a própria Universidade, servidores técnicos e professores têm se endividado devido aos atrasos salariais, arcando com pesados encargos financeiros que ampliam os lucros dos bancos e lhes ameaçam a dignidade. Outra grave consequência é a evasão de estudantes devido ao clima de incerteza e aos atrasos no pagamento de bolsas.

Nesse contexto de precarização de nossa instituição e de suas atividades e de falta de perspectiva sobre a regularização dos salários futuros, é fundamental que os docentes da UENF se posicionem pela manutenção da greve. O silêncio e a passividade podem trazer consequências irreversíveis para a preservação do papel da UENF como instituição de excelência e de grande importância para o desenvolvimento do norte fluminense.

A história nos ensina: direitos não são concedidos. São frutos das lutas e da participação ativa e vigilante dos trabalhadores. E, em um momento em que esses direitos estão sob ataque de um governo insensível à situação da Universidade e de seus servidores, a greve é o instrumento necessário. 

PELA UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA! NENHUM DIREITO A MENOS!

Campos dos Goytacazes, 22 de Agosto de 2017.

COMANDO DE GREVE DA ADUENF

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ADUENF participará de mesa redonda na programação de aniversário da UENF



Como parte das atividades oficiais do aniversário da  Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF),  ocorrerá amanhã (18/08) uma mesa redonda que reunirá os sindicatos e associações representativos da comunidade universitária para discutir a situação atual e perspectivas para a universidade"  a partir das 09 da manhã.

A ADUENF estará presente neste debate com o objetivo de contribuir para o debate que se faz urgente em torno da defesa da UENF enquanto universidade pública e gratuita.

A urgência deste debate ficou evidente nas mesas que já foram realizadas na programação oficial de aniversário promovida pela reitoria da UENF.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) envia correspondência para saudar os 24 anos da UENF


O deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) enviou uma correspondência destinada à comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) por conta da passagem do 24o. aniversário de fundação da universidade (ver reprodução abaixo).

A correspondência do deputado Eliomar Coelho  é importante não apenas porque ressalta para a importância da Uenf na consolidação do ensino superior público e gratuito no estado do Rio de Janeiro,, mas também aponta de forma correta as tarefas que estão colocadas para impedir a sua destruição.

É importante notar que o deputado Eliomar Coelho tem sido um aliado efetivo da Uenf dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

ADUENF envio ofício ao reitor da UENF requisitando informações sobre condições para funcionamento

O Comando de Greve da  ADUENF enviou na tarde de ontem (14/08) ofício ao reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) requisitando informações sobre a existência (ou não) de condições mínimas para o funcionamento regular das atividades acadêmicas dentro dos dois campi da instituição (Campos dos Goytacazes e Macaé) e em suas unidades avançadas espalhadas por diversos municípios do Norte e Noroeste Fluminense.

É importante notar que o governo do Rio de Janeiro não repassa as verbas de custeio da Uenf desde Outubro de 2015, o que já acarretou a criação de uma dívida de mais de R$ 20 milhões com concessionárias de serviços públicos, empresas prestadoras de serviços de segurança e limpeza, e com os fornecedores de insumos básicos.

A inexistência das verbas de custeio  e o atraso no pagamento dos salários dos servidores e das bolsas acadêmicas dos estudantes têm causado sérios problemas para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão que são desenvolvidas na Uenf.

sábado, 12 de agosto de 2017

ADUENF lança edição especial de seu jornal para celebrar os 24 anos da UENF

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense está celebrando os 24 anos de existência da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) com uma edição especial do seu jornal. Essa edição traz artigos sobre os desafios atuais em torno da defesa do caráter público e gratuito da Uenf e uma série de imagens de mobilizações realizadas desde 1999, período em que foram garantidas uma série de importantes conquistas, entre elas o processo de autonomia universitária.

Abaixo postamos a versão digital desta edição especial.


Nesse aniversário da Uenf mais do que nunca é expressarmos nossa clara insurgência contra o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro contra esta importante ferramenta de disseminação de oportunidades sociais e desenvolvimento econômico para o Norte e Noroeste Fluminense.

Entidades representativas convocam assembleia comunitária para discutir caminhos da luta em defesa da UENF



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

UENF e FAETEC participam do "Dia nacional de lutas em defesa da educação pública"

Nesta 6a .feira (11/08) está ocorrendo em todo o Brasil o "Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública". Essa é uma ação urgente em face dos ataques que estão sendo realizados nas três esferas de governo contra o direito da população brasileira, especialmente os seus segmentos mais pobres, de ter escolas públicas, gratuitas e de qualidade.


Em Campos dos Goytacazes, as diferentes categorias que estão em luta contra o projeto de destruição do ensino público que está sendo executado pelo governador Luiz Fernando Pezão estão realizando atividades para apoiar este dia nacional de luta.

No caso dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que estão em greve desde o dia 03 de Agosto, a Associação de Docentes realizou um encontro na parte da manhã para marcar este dia e preparar a continuidade da luta em defesa da Uenf que está sendo atacada de forma frontal pelo governo do Rio de Janeiro.


Já na parte da tarde quem está realizando atividades de protesto nas ruas de Campos dos Goytacazes são os estudantes e servidores das escolas ligadas à Faetec onde também está ocorrendo um processo de greve contra o atraso no pagamento de salários e de falta de verbas de custeio para as atividades essenciais.


A unificação das ações que estão ocorrendo dentro das diferentes categorias será essencial para derrotar o projeto de desmanche da educação público.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Delegação da UENF participa da " Marcha dos Sem Salários" no Palácio Guanabara


Em greve desde a última 5a. feira por causa do atraso no pagamento de salários referentes a quatro meses, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) participaram hoje da "Marcha dos Sem Salários" que reuniu servidores estaduais das diversas categorias discriminadas pelo governo do Rio de Janeiro. 




A delegação da Uenf também reuniu estudantes organizados pelo Diretório Central dos Estudantes que se uniram à marcha para protestar contra os atrasos também crônicos no pagamento de suas bolsas acadêmicas.

Abaixo divulgamos um vídeo produzido pela ADUENF para divulgar essa importante atividade política que visa pressinar o governo Pezão a voltar a financiar de forma correta as universidades estaduais.



Uma coisa é certa: nós não aceitaremos passivamente a destruição da Uenf!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Delegação da UENF estará presente em ato no Palácio Guanabara

Nesta 3a. feira ocorrerá um ato político na frente do Palácio Guanabara para exigir o pagamento dos salários atrasados para mais de 200 mil servidores estaduais.

A comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)  enviará uma delegação formada por professores e estudantes que deverão levar para o ato as bandeiras relacionadas ao pagamento de salários e bolsas atrasadas e também o retomada do pagamento das verbas de custeio que estão suspensas desde Outubro de 2015!

Essa ação unitária é um marco na unificação  da comunidade universitária da Uenf em torno dos esforços coletivos que estão sendo realizados para derrotar o projeto de destruição do serviço público estadual que está sendo executado pelo governo Pezão.


Equipe da GloboNews visita UENF para produzir matéria sobre crise causada pelo governo Pezão


Uma equipe da GloboNews comandada pelo jornalista Luciano Soares visitou nesta 2a. feira (07/08) para gravar uma série de entrevistas sobre a crise financeira que vem colocando sob risco a sobrevivência da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Além de gravar entrevistas com o reitor da Uenf, Luís Passoni, e com presidente da ADUENF, a equipe da GloboNews também visitou laboratórios e gravou entrevistas com professores cujas pesquisas estão ameaçadas de serem interrompidas, o que deverá afetar diretamente a realização de trabalhos por estudantes de graduação e pós-graduação.

Segundo foi informado pela equipe, este matéria deverá ir ao ar amanhã ou nos próximos dias.


sábado, 5 de agosto de 2017

Em ato de solidariedade, professor e chargista da UFF/Campos produz charge para a greve da UENF

 O cientista político Márcio Malta, professor da Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes,  é também um chargista talentoso. Em mais um ato de solidariedade à luta dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o professor  Malta produziu a charge abaixo.



O Comando de Greve da ADUENF agradece ao Prof. Márcio Malta por este gesto de solidariedade na luta pela defesa da Uenf.

Com esse tipo de ação solidária, iremos avançar e derrotar o projeto de destruição do governo Pezão.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Greve na UENF: Comando dos professores envia documento ao governador para requer audiência





O Comando de Greve  da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) enviou na tarde desta 6a. feira (04/08) um ofício ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, informando sobre a deflagração do movimento paredista causado pelo atraso no pagamento dos salários de Maio e Junho e do 13o. salário de 2017 (ver  abaixo reprodução digital da correspondência).





O documento solicita que o governador do Rio de Janeiro realize uma audiência com o Comando de Greve da ADUENF para que se chegue a uma solução para o impasse criado pela falta do pagamento dos salários. No documento ainda há uma menção ao fato de que os professores da Uenf são uma das poucas categorias do serviço público estadual que cumprem contratos no regime de Dedicação Exclusiva, o que torna a falta de pagamento dos salários um problema ainda mais grave, visto que os mesmos estão assim legalmente impedidos de possuírem outras fontes de vencimentos.

A mesma correspondência foi enviada para o reitor da Uenf, Luís Passoni, e para os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa, e o de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ururau: Professores da Uenf em greve a partir desta sexta-feira


Professores da Universidade Estadual Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, em Campos, estão em greve a partir desta sexta-feira (04/08), segundo informou a presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Luciane Soares. A paralisação não é por tempo indeterminado, entretanto, os servidores só retornarão aos trabalhos quando o governo do Estado pagar os três meses de salário e mais as duas parcelas do 13º (do ano passado) em atraso.

A decisão unânime foi tomada durante assembleia, realizada na tarde desta quinta-feira (03/08), na instituição. De acordo com a presidente, a última quantia paga pelo governo foi no valor de R$ 550, em maio deste ano.
“Teremos uma assembleia no dia 16 de agosto, que é uma das datas dada pelo estado para regularizar a vida dos 207 mil servidores (Faetec, Saúde, Cultura, aposentados e pensionistas) que estão sem receber. Portanto, quando o governo pagar os salários e voltar arcar com a verba de custeio, temos o compromisso de retornar as atividades”, ressaltou Luciane.
O vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que as aulas do segundo semestre reiniciaram, mas podem ser suspensas. Ainda de acordo com ele, o déficit financeiro da Uenf já teria ultrapassado RR$ 30 milhões com concessionárias e fornecedores.
“O último repasse feito pelo estado foi em outubro de 2015. De lá pra cá não entrou mais nada, com a desculpa de que o pagamento dos servidores é prioridade”, comentou Pedlowski.
FONTE: http://novosite.ururau.com.br/cidades/21d582528f6ec42b6e1a994fb3abb360dbc0af4b_professores_da_uenf_em_greve_a_partir_desta_sexta_feira

Folha da Manhã: Em assembleia, Uenf aprova greve por tempo indeterminado



Por MATHEUS BERRIEL 

Em assembleia realizada no final da tarde desta quinta-feira (3), com quase duas horas de duração, o corpo docente da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) aprovou o início imediato de greve, com adesão de toda a categoria. A proposta apresentada pela diretoria da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf) teve 65 votos favoráveis, além de 51 contrários e seis abstenções. Com isso, as aulas do segundo semestre, que haviam acabado de ser iniciadas, foram suspensas. A greve se estenderá por tempo indeterminado, até que sejam quitadas as dívidas do Governo do Estado com os servidores, que estão sem receber os salários dos últimos três meses e o 13° de 2016.

- Isso representa uma resposta à indignidade com a qual o Governo vem nos tratando, com a falta de pagamento dos salários e cumprimento do calendário que havia sido apresentado até então. Representa também a nossa união com as categorias sem salários da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), aposentados e pensionistas, Cultura e Saúde - disse a presidente da Aduenf, Luciane Silva.

Na mesma assembleia, também foi aprovada, por maioria absoluta, a necessidade da reitoria da Uenf emitir um posicionamento institucional sobre a viabilidade ou não das condições de funcionamento da instituição e, consequentemente, de trabalho dos servidores. Ao final, foi formado um comando de greve, que será composto por quatro integrantes do Centro de Ciências do Homem (CCH), dois do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB), dois do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) e um do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT).

O grupo se reunirá em breve para definir alguns pontos na sequência da luta de resistência dos professores da Uenf. Já ficou definido que haverá adesão a um ato que será realizado na próxima terça-feira (8), no Palácio da Guanabara, sede do Governo do Estado, no Rio, com a presença de servidores da Uerj e da Uezo, que já estavam em greve, bem como à manifestação nacional pela educação da próxima sexta (11).

FONTE: http://www.folha1.com.br/_conteudo/2017/08/geral/1223001-em-assembleia-uenf-aprova-greve-por-tempo-indeterminado.html

Professores da UENF decretam greve por tempo indeterminado


Em uma assembleia que contou com a participação de mais de 120 professores, e após uma exaustiva discussão sobre como enfrentar a grave crise causada pela falta de pagamento de salários e bolsas, foi aprovada a proposta da diretoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) de entrada em greve por tempo indeterminado.  Isto implicará na suspensão imediata das aulas dos cursos de graduação e pós-graduação.

A decisão por ampla maioria foi alcançada após a diretoria da ADUENF apresentar um balanço das reuniões realizadas na Secretaria Estadual de Fazenda em que ficou evidente a indisposição do governo Pezão de sequer apresentar um calendário para o pagamento dos quatro salários devidos aos professores.  Nesse quesito causou especial comoção a afirmação do chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Fazenda de que a decisão de pagar ou não os salários dos professores da UENF  é uma "decisão de governo".


Um aspecto que ficou bastante claro na assembleia é que a ampla maioria dos professores presentes considera inaceitável  o tratamento que tem sido dispensado à UENF, não apenas no tocante ao atraso dos salários dos servidores e bolsas que sustentam os estudantes, mas também na falta de repasses financeiros para a instituição custear suas atividades essenciais.

O Comando de Greve da ADUENF realizará uma primeira reunião nesta 6a. feira (04/08) para organizar um cronograma de atos políticos para pressionar o governo Pezão a mudar sua atitude em relação às universidades estaduais.

A UENF é um patrimônio da população do Rio de Janeiro e não aceitaremos a sua destruição de forma passiva. Essa é a mensagem que emerge de uma assembleia histórica e que certamente terá fortes repercussões na luta em defesa da UENF.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Site Ururau publica matéria sobre assembleia dos professores da UENF

 Professores poderão entrar em greve por falta de salários

 Ururau. Professores poderão entrar em greve por falta de salários

Professores da Universidade Estadual Fluminense (Uenf) poderão entrar em greve ainda esta semana. A informação é do segundo vice-presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Marcos Pedlowski. Ele informou que nesta quinta-feira (03/08), às 16h, os professores realizarão a assembleia para definir os próximos passos, com o indicativo de greve e adesão de toda a categoria. As aulas do segundo semestre reiniciaram, mas podem ser suspensas.
“Não há uma sinalização de quando serão pagos os salários atrasados. Já estamos indo para quatro meses de atraso, incluindo o 13º salário do ano passado”, disse.
Pedlowski ressalta que na pauta está a reivindicação da regularização do custeio da Uenf. “Sem isso, vamos continuar bancando o funcionamento da universidade com nossos salários. Salários estes que não estamos recebendo há meses”, ressaltou.
De acordo com o segundo vice-presidente, o déficit financeiro da Uenf já teria ultrapassado RR$ 30 milhões com concessionárias e fornecedores. “O último repasse feito pelo estado foi em outubro de 2015. De lá pra cá não entrou mais nada, com a desculpa de que o pagamento dos servidores é prioridade”, comentou.

 Reportagem: Ururau,  Fonte Redação

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho. 


Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

ADUENF convoca assembleia para decidir sobre reinício ou não das aulas



C O N V O C A Ç Ã O
DIA: 03/08/2017, QUINTA-FEIRA
HORA: 16:00H
LOCAL: AUDITÓRIO 2 DO P5

ASSEMBLÉIA


- PAUTAS:
  1.  Informes 
  2.  Reinício ou não das atividades acadêmicas 


Contamos com a presença de todos (as) !


Saudações de luta !


DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

sexta-feira, 28 de julho de 2017

ADUENF convoca todos para a resistência contra o projeto de destruição do governo do Rio de Janeiro

Às vésperas do seu 24o. aniversário, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) corre sério perigo de ser inviabilizada por uma política deliberada de destruição por parte do governo liderado pelo Sr. Luiz Fernando Pezão.

É que além de quase 4 meses de salários e bolsas em atraso, a Uenf continua sem qualquer verba de custeio. Essa ação do parte do governo do Rio de Janeiro tem como objetivo deliberado causar apatia frente a um processo que visa claramente privatizar uma das melhores universidades públicas brasileiras.

Mas é preciso que se frise que esse processo de precarização do ensino superior público fluminense não se retringe à Uenf, atingindo também a Uerj e a Uezo, como a rede de escolas técnicas da Faetec.

A diretoria da Aduenf entende que é preciso reagir a este processo de desintegração das universidades estaduais e das escolas técnicas públicas do Rio de Janeiro, e convoca todos a se unirem na defesa desse patrimônio que pertence à todo o povo do Rio de Janeiro.

Abaixo um vídeo produzido pela Aduenf para disseminar essa mensagem de resistência.


DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

Em defesa do sistema nacional de pós-graduação, pesquisadores fazem abraço simbólico da Capes

Na manhã desta 5a. feira (27/07), um grupo formado por cerca de 300 pesquisadores de todas as partes do Brasil realizou uma abraço simbólico no edíficio sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília ( ver imagens abaixo).


Esta manifestação é especialmente significativa porque ocorreu num momento em que boa parte dos comitês assessores da Capes realizam o processo de avaliação do sistema nacional de pós-graduação, os quais estão diretamente ameaçados pelos contínuos e profundos cortes que estão sendo realizados  no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.


O fato é que  somente entre 2015 e 2017, a Capes perdeu em torno de R$ 3 bilhões no seu orçamento e estão previstos apenas para 2018 cerca de R$ 4,2 bilhões, o que significa um encolhimento de R$ 2,8 bilhões em relação a 2015.

Com isso tudo, o que está em jogo é o futuro dos programas de mestrado e doutorado formados a duras penas em todo o território nacional e, por extensão, a capacidade do Brasil de ser um centro importante de geração de conhecimento científico em nível mundial.
Por isso, o ato desta manhã é tão relevante já que os seus participantes estão entre os mais respeitados pesquisadores brasileiros em todas as áreas de conhecimento.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Servidores, aposentados e pensionistas sem salários realizam protesto no Fórum do Rio de Janeiro

Num momento em que mais de 200 mil servidores ainda aguardam o pagamento dos salários, aposentadorias e pensões referentes ao meses de Maio e Junho e do 13o. salário de 2016, o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, passam férias, o primeiro num spa 5 estrelas no distrito e o segundo nos Estados Unidos da América.

Para completar esse quadro de descaso, os servidores que têm procurado apoio no judiciário tem recebido como resposta dos juízes que os atrasos no pagamento são "mero aborrecimento".

Em função dessa situação vexaminosa, os servidores sem salários de diversas secretarias estaduais realizam na tarde desta 4a. feira uma manifestação na porta do Fórum de Justiça do Rio de Janeiro para denunciar a situação de abandono em que estão imersos, e para afirmar que todos os problemas que estão enfrentando não são "mero aborrecimento".

A Associação de Docentes da Uenf está presente neste momento e apoia a luta de todos os servidores, aposentados e pensionistas que foram colocados em uma situação inaceitável pela gestão incorreta das finanças estaduais.

Abaixo imagens da manifestação.




DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

sábado, 15 de julho de 2017

Presidente da ADUENF publica artigo sobre atrasos salariais como "política para deixar" do governo do Rio de Janeiro



Deixar morrer como política de governo: os aposentados e servidores do Rio de Janeiro como um mero aborrecimento


Por Luciane Silva*


“os atrasos não configuram vexame, sofrimento ou humilhação, não interferem no psicológico dos servidores. O simples descumprimento de dever legal ou contratual, por caracterizar, mero aborrecimento, em princípio não configura dano moral, salvo se da infração advém circunstância que atenta contra a dignidade da parte”.
Sentença judicial sobre ação individual por não recebimento de salário, Rio de Janeiro, 2016/2017

“o direito, a paz, as leis nasceram no sangue e na lama das batalhas”
Michel Foucault, Em defesa da sociedade, 1999

Dona Maria fez uso da palavra por volta das 10:30 da manhã do dia 10 de julho, na avenida Presidente Vargas, cercada por policiais militares armados com fuzis. Uma população de aproximadamente 150 pessoas, em sua grande maioria, servidores públicos, acompanharam sua declaração. Com sua cesta de amendoins, contou-nos sobre o que tem vivido nos meses recentes. Voz firme, lúcida e forte. Ela faz parte dos milhares de aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro que não recebem seus salários e seu décimo terceiro.
Não é preciso ter formação jurídica para compreender a posição do Judiciário fluminense. Na mesma sentença citam que  “os atrasos não configuram vexame, sofrimento ou humilhação, não interferem no psicológico dos servidores” ou seja, os atrasos não geram problemas estruturais no cotidiano dos servidores. Mas a sentença é encerrada com a ressalva de que os processos merecem outro desfecho se “da infração advém circunstância que atenta contra a dignidade da parte”. Que malabarismo tortuoso e canhestro é este?
Não costumo apresentar em meus textos situações dramáticas que possam produzir adesão dos leitores. Primo por argumentações de outra ordem. Então creio que posso fazer uso da descrição dos fatos desta segunda para enviar ao Judiciário uma outra possibilidade de pensar sofrimento, humilhação e dignidade.
Tenho participado destes atos desde fevereiro de 2016. E o que havia de diferente nesta segunda? Em primeiro lugar a percepção da intensidade do crime praticado por este governo e estampado nos jornais e entrevistas com o mote de crise e incerteza do pagamento da folha de maio. E os depoimentos que exemplificam o sofrimento vivido. Sofrimento este que os juízes dizem não ocorrer. Cada um dos servidores que fizeram uso da voz, apresentaram um caso de morte em hospitais (por infarto e outras doenças que têm se agravado nos meses recentes), depressão e em alguns casos, tentativa de suicídio. Na fala de Dona Maria, particularmente, pela crueza de sua situação, alguns não puderam conter as lágrimas. Foram abraçá-la!
As 12:30 aproximadamente, um grupo de 5 pessoas foi recebido na secretaria de Fazenda para uma conversa com Gustavo Barbosa que enviou um preposto que tentou comprar todos os pacotes de amendoim de Dona Maria. Esta, se negou a vender, como forma de demarcar que sua dignidade não estava à venda.
No dia 13 de julho em entrevista ao G1, Gustavo Barbosa foi enfático sobre a decisão de pagar algumas categorias (como Educação e Segurança, e claro, Justiça): “atualmente o Estado não tem capacidade de liquidar totalmente a folha de servidores e tem de fazer escolhas. É uma decisão de estado”.
São decisões de Estado que levam carpinteiros de 65 anos a procurarem seus direitos e enfrentarem toda a burocracia estatal desumana, como Daniel Blake, filme que os amigos do Cine Marighella exibem no dia 29 deste mês. Em tempos de Reforma Trabalhista, este é um filme obrigatório. No Reino Unido, na França, nos Estados Unidos, a burocracia estatal deixa morrer e faz  viver de acordo com suas decisões. É o caso do furacão Katrina que causou 1836 mortes diretas em agosto de 2005. É a crise humanitária vivida na União Européia que tenta “distribuir” os refugiados entre os países membros como um “custo” com o qual todos devem arcar.
Para fechar este texto voltemos ao século XVII no reinado de João Carlos V. A cena: João governando com a espada, o povo, subserviente atendendo aos seus desejos e desmandos. Era não só o soberano mas tinha sob seu poder a terra, a lavoura, os bens e as vidas. A espada, sempre visível, caía sobre as cabeças que seu soberano escolhesse. Vidas nuas. Vivam aqueles que obedeciam, morriam os demais.
O Estado moderno, a partir de suas políticas de fazer viver, controla as epidemias, controla a natalidade, fecha a fronteira aos refugiados, ordena ações nos morros e áreas indígenas. Mas também precisa de braços para manter sua burocracia.  E no Rio de Janeiro, opta por deixar morrer os aposentados, tal qual João Carlos. E seu instrumento de ação é o Judiciário que sentencia à morte milhares de pessoas quando sequer reconhece como crime, o não pagamento dos salários e ainda ironiza os servidores. Para o Estado, isto não passa de mero aborrecimento.
 Luciane Silva é presidente da Aduenf na gestão Resistência * Luta (2017-2019)

Servidores sem salários convocam ato de protesto no Tribunal de Justiça


Em uma série de decisões contrárias a servidores que procuram a justiça fluminense para poder receber salários atrasados, a situação a que milhares de famílias estão sendo submetidas pelo governo do Rio de Janeiro foi caracterizada por diversos juízes como "mero aborrecimento".

Como de "mero aborrecimento" essa situação vergonhosa não tem nada, os sindicatos e associações que representam os servidores da Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e associações de aposentados e pensionistas do RioPrevidência decidiram organizar um ato de protesto em frente do Tribunal de Justiça na cidade do Rio de Janeiro (ver convocação abaixo).



A diretoria da ADUENF convoca a todos os associados para que partcipem desta atividade cujo objetivo é denunciar a injustiça gritante que está sendo cometida pelo governo Pezão ao quebrar a isonomia no pagamento dos salários e discriminando os servidores do sistema de ciência e tecnologia e os aposentados.

Ficam sem receber salários nunca será um mero aborrecimento!

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

terça-feira, 11 de julho de 2017

Site "Viomundo" publica entrevista sobre crise do Rio de Janeiro e seus impactos sobre as universidades estaduais


Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros




por Luiz Carlos Azenha
As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.
E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.
São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.
Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.
Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).
Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).
Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).
O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler às respostas do Prof. Marcos A. Pedlowski, segundo vice-presidente da Aduenf, basta clicar [Aqui!]

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Brasil 247 publica matéria denunciando abandono da Uenf pelo governo do Rio de Janeiro

Rio também abandona Universidade Estadual do Norte Fluminense



O abandono de universidades estaduais no Rio se alastra pelo interior do estado; na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) o caos tomou conta da instituição; técnicos-administrativos recebendo doações de alimentos, três meses de salários atrasados prestes a levar ao endividamento com despesas pessoais e até a problemas psicológicos; esse é a difícil situação de funcionários da instituição, relata o professor associado Alessandro Coutinho Ramos, do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB); "O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também! Não sabemos o que mais fazer e estamos impotentes perante a esse caos em nossa vida pessoal e profissional"

Rio 247- O abandono de universidades estaduais no Rio em consequência da crise econômica também pode ser visto no interior do estado. Na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), salários atrasados, servidores recebendo até doações de alimentos, pagamentos de parcelas que mal servem para pagar gastos pessoais. Esse é o retrato da instituição, conforme relato do professor associado Alessandro Coutinho Ramos, do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB).
Segundo o professor, "infelizmente, a mídia do Rio e do Brasil tem dado mais ênfase ao caos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e se esquecendo completamente que são três universidades estaduais no Estado". "O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também! Não sabemos o que mais fazer e estamos impotentes perante a esse caos em nossa vida pessoal e profissional".
Docente bateu duro no governo Luiz Fernando Pezão, pois, de acordo com o docente, vem "pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família, despesas com aluguel, luz, água e condomínio".
"Estamos vivendo o pior momento das nossas vidas com três meses de salários integrais atrasados e o décimo terceiro de 2016. A Universidade está sem os repasses aprovados em orçamento do governo desde 2015 e com isso sem seguranças e com serviços de água e luz mantidos sob liminares. Tudo isso se agrava com os jovens estudantes de diferentes regiões do Brasil com as bolsas atrasadas. A única fonte de sustento de muitos deles", diz ele, vice-presidente da associação docente da universidade (ADUENF).
O magistério afirma que "amigos docentes estão doentes, alguns deles com problemas psicológicos e no caminho do endividamento". "Os Técnicos administrativos vivem numa situação pior ainda que a nossa tendo já relatos de não poderem ir trabalhar por falta de recursos. Estes estão usando a criatividade organizando bazares e recebendo doações de alimentos. Muito triste!", continua.
Críticas ao governo
O docente não poupou críticas ao governo Luiz Fernando Pezão. "Somos todos em regime de Dedicação Exclusiva e sem receber quatro vencimentos integrais. Em agosto podemos completar 5 meses sem os salários integrais, e o governo vem nos pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família, despesas com aluguel, luz, água e condomínio", conta.
Coutinho reforça que "os projetos de pesquisa do principal fomento que é a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), que sem recursos não faz os depósitos aos contemplados em editais". "A pesquisa está sendo afetada dia a dia. A sensação de incerteza do plano do governo do RJ, especificamente do governador Pezão, com a 'educação superior, ciência e tecnologia' é muito cruel. Esse desmonte terá um custo muito alto em pouco tempo os jovens do estado. Destaco que a UERJ e a UEZO estão na mesma situação da UENF", diz.
"A nossa associação docente (ADUENF) vem lutando e remando contra a maré para divulgar e lutar pelos nossos direitos e por isso lançou diversas campanhas no facebook, incluindo internacionais. A adesão virtual é sensacional mas sem efetividade prática. Procurar políticos do Estado nada tem adiantado, o esquema de destruição foi bem arquitetado e a oposição é minoria", complementa.
O professor disse, ainda, que "a UENF é a terceira melhor universidade estadual do país, segunda do RJ e décima terceira do Brasil segundo o Ranking do INEP/MEC com base no IGC de 2015, recentemente divulgado". "Constituída por 100% de docentes doutores tem uma importância imensa no norte e noroeste fluminense, e também no sul do Espírito Santo, formando e transformando a vida de milhares de jovens em diferentes áreas do conhecimento".